terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Afinal não voltei logo a seguir...

É o que eu digo... Estas vidas andam bem complicadas! Logo a seguir a postar o que escrevi, o sistema ficou apto, os utentes apareceram todos e não houve sequer mais um minutinho livre. Muito pelo contrário! Mal tive tempo para "bombar o leitinho", comer qualquer coisa e ir ao wc. Não é brincadeira! 

Entretanto o dia passou, sexta feira trabalhei até às 20 (embora só teoricamente, porque só saí bem perto das 20:30) e quando cheguei a casa as lágrimas vieram aos olhos: o Iri tinha acabado de deitar o meu príncipe... Fiquei desesperada só de pensar que só o ia ver no dia seguinte! Mas a minha sorte foi que ele estava bem acordado e eu tive desculpa para pegar nele e cantar-lhe a nossa música ao ouvido "porque, coitadinho, ele está muito habituado a isso" (e eu também, vá!...). A música é daquelas de bebé que toda a gente conhece, mas eu canto-a à minha maneira mesmo, com uma letra que só quem me conhece é que entende que se encaixa perfeitamente em mim:

"Dorme, dorme, meu bebé
Deixa o sono chegar
Que a Mãe está aqui
Para te aconchegar...

Meu amor pequenino
Gosto tanto de ti
És o meu sol, a minha lua, 
És o meu xiniririri!"

E depois de lhe cantar isto umas 4 vezes seguidas ele fica bem calminho, rezo com/por ele, e deito-o... Um mimo só... ^_^

Sábado foi o casamento de uma das pessoas mais bonitas que conheço. Uma pessoa que entrou por acaso na minha vida há 6 anos atrás, mas que entrou de uma forma tão marcante que percebi que ia ficar para sempre. E sábado foi o dia do SIM =), o SIM que eu adorava ter visto e ouvido e que não vi nem ouvi porque me tive que trocar imediatamente antes de sair de casa. Sim, porque ter filhos torna toda uma vida muito mais atribulada... Mas, adiante, vi as alianças nos dedos, vi a felicidade estampada e sei que será assim por muitos e longos anos! E é tão bom que seja assim...

Domingo foi dia de arrumações e mais arrumações.

Hoje foi mais um dia de trabalho, mas só das 15-20h, pelo que de manhã aventurei-me no El Corte Ingles. Precisava de fazer umas trocas e aproveitar os saldos. Além de umas roupinhas apetitosas, não resisti a estes parzinhos de sapatos para o meu príncipe:




Óbvio que me atrasei, óbvio que o que importava era dar-lhe a sopa e o iogurte com calma, e óbvio que quem comeu um pãozinho com queijo ao almoço fui eu... Mas pronto, cheguei a tempo e ainda tive uma secretária querida querida que me trouxe um capuccino para eu poder tomar antes de iniciar as consultas. E foi o que me valeu porque consegui beber um iogurte às 19:30! C'est la vie e não me posso queixar!


E hoje foi o meu último dia de trabalho do ano, do ano melhor da minha vida. Amanhã espero conseguir organizar-me no meio de uma ida ao NorteShopping, de dois encontros com duas amigas e na preparação de uma ceia de final do ano, que será aqui em casa, para escrever acerca do balanço de 2013 (que tem muito que se lhe diga). 

Até amanhã! ;)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Dia-a-seguir...

Dia 26 de dezembro não devia ser dia de trabalho, tenho dito!... 

Já não venho aqui ao cantinho publicar há uns dias. E digo publicar porque é mesmo só publicar, porque se fosse em termos de escrever estaria a mentir: começo a escrever mas nunca chego ao fim porque acabo sempre por ser interrompida por qualquer coisa. Ou seja, tenho que me organizar. Fica complicado porque tento aproveitar ao máximo para estar com o Neneu quando ele está acordado: brincar com ele, interagir ao máximo, puxar por ele; depois, quando ele adormece aproveito para fazer as coisas que são necessárias para o dia-a-dia numa casa e em família e, lá está, quando consigo um tempinho, lá venho tentar escrever (que me faz tão bem...) mas ou ele já está a acordar, ou o I está a chegar e temos logo 2737 coisas para fazer juntos (nem que seja estar só encostados um ao outro no sofá), ou bem deu tempo sequer para o que era suposto!!! Quem é mãe e trabalha sabe perfeitamente do que estou a falar! Mas 2014 vai ser o ano em que me vou conseguir organizar! (Espero eu!!!!)

Mas dizia eu que no dia 26 não se devia trabalhar! É que não devia mesmo :p Saí de casa depois de deixar o Neneu na cama com o pai, no maior i love you e vim trabalhar cheia de dores de cabeça porque estes dias foram super cansativos e o meu pequeno ontem estava tão pouco excitado que não queria dormir, e quando chego tenho a agradável notícia (ou não!!!!) de que não temos sistema... Ou seja, toca a fazer as consultas e escrever tudo em word, para quando puder passar tudo para o programa (trabalho a dobrar) sem poder registar exames, ter em atenção notas preciosas que deixei escritas na ultima consulta, sem poder passar baixas, e mais uma série de coisas... Ou seja, o próprio sistema acha que não é dia de trabalho... E eu estou aqui cheia de tempo!!!!!! porque alguns utentes estão a faltar e eu não posso fazer 3748 coisas pendentes porque não tenho sistema!... Grrrrr

Bem, acabou de chegar uma utente! Volto já ;)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A entrar no ritmo!

Comecei a trabalhar há pouco mais de um mês e, se por um lado parece que foi ontem, por outro parece que já foi mesmo há imenso tempo!! Não custou tanto como eu estava a pensar porque, além de ter reduzido as horas de trabalho, os utentes para ver são tantos (mas tantos!!!), que o tempo passa a voar. Só dá tempo de fazer um xixi, beber um iogurte e tirar leite (muito leite!), porque de resto é só trabalhar. Ora ver utentes com consulta marcada, ora ver urgências, ora tratar de papelada, ora passar receitas, ora registar exames, ora fazer domicílios. Se achava que estava destreinada por ter estado tanto tempo em casa, rápido rápido esse assunto foi tratado sem sequer dar tempo para pensar nisso! É que quase só respiro quando já estou a entrar no carro para voltar para o pé do meu príncipe.
E se isto é o que se passa com a Cátia-médica, com a Cátia-mãe o tempo tem dado para muito pouco mesmo. Como já aqui disse, quando trabalho de manhã acordo às 6:15, o que cá entre nós é muito, mas muito, mas muito!! cedo!, principalmente para quem andava a deitar-se perto da 1h porque acordava a criança para mamar à meia-noite, que demorava a acordar - tadinha! - (agora esta mamada está a ser mais cedo). Ou seja, o que acontece, muitas vezes, é chegar a casa, almoçar, tratar dele, e muitas vezes, cair a dormir a sesta ao mesmo tempo. Quando as manhãs são livres, e como ele acorda sempre às 7, quando ele começa a ficar com sono outra vez (já eu tomei o pequeno-almoço), levo-o para a minha cama e dormimos agarradinhos. Quando acordamos, ele mama, arranjo-o e para pouco mais dá. 
E pronto, tem sido esta a minha vida à semana! Claro que tem que dar para outras coisas, como ir ao supermercado e tal, mas para pouco mais. Acredito que seja uma fase de adaptação e que, entretanto, consiga organizar-me muito melhor. Aliás, já estou a conseguir apenas com o simples facto de não o acordar à meia noite, mas mais cedo! Entretanto, as papas e as sopas e as frutas já entraram também nas nossas rotinas e se no início cada refeição demorava mais de uma hora, agora, em meia hora, o assunto já está praticamente arrumado e o I já está sentado no pote!!! Sim, no pote!!! ^_^ Como ele começou com as papas, ficou obstipado. E, coitadinho, sentia-se muito mal com isso. Com a introdução da sopa e com a minha insistência (que puxava por ele), começou a fazer sempre que lhe pedia, e agora, peço com ele já sentadinho no pote, e pronto! Já está! =) Não sei até quando isto vai durar, mas que é muito engraçado ver uma criança tão pequena sentadinha a tratar da sua vida, lá isso é!!

Isto tudo para dizer que não me lembro de alguma vez andar tão cansada (nem quando estava grávida!), mas que também nunca me senti tão feliz e realizada. As semanas voam e os fins-de-semana são aproveitados ao máximo com passeios, almoços e lanches maravilhosos. Nós os 2 derretemo-nos a olhar para ele e não conseguimos realizar como foi possível fazermos uma "coisa" tão maravilhosa. Ainda não consegue andar no voador, mas brinca muito quando lá está e, como fica da altura da Gia, é "namoro pegado". Ri-se e dá gargalhadas como se não houvesse amanhã. Faz festinhas nas caras das pessoas, adora sentir os cabelos, palra e palra e palra!E tudo isto é a maior delícia que alguma vez já provei. Ainda não tem dentes, mas já faltou muito mais... Deve estar para muito breve! De barriga para baixo, não gatinha (os pais também não gatinharam), pelo contrário, levanta os braços e as pernas como se tentasse planar e depois começa a rir-se! 
Enfim... Podia estar aqui a tarde toda a falar do meu rebento (e que bem estaria!), mas ele está a acordar, e vou ter que lhe dar o lanche...

Volto em breve! (hope so...)

domingo, 17 de novembro de 2013

Ser mulher é...

... dar pulos outra vez porque me pesei e já peso menos que o que pesava há 15 meses atrás!!!

Ser mãe é...

... dar pulos de alegria, chamar o pai e ligar à avó, por o Mini ter perdido p'rái meio quilo depois de me ter dado um banho de cocó...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Será?

Segunda-feira foi dia de vacinas. 4 vacinas... Ele chorou tanto, mas tanto, que doeu... Depois adormeceu, ainda no centro de saúde, enquanto esperávamos pela minha vacina do tétano. Continuou a dormir no carro e em casa. Acordou super-bem-disposto e a rotina continuou. A diferença (e que GRANDE diferença!) foi ter acordado ontem às 6:45! O verdadeiro sonho! Eu só pensei: a ida às vacinas cansou-o mesmo, tadinho. O que é certo é que hoje voltou a ser assim: acordar às 6:45. Será que o ciclo das 5:30 terminou? É que isto sim, é uma maravilha! Podia ser assim para sempre que eu não me importava... Até tenho medo de falar sobre isto...

domingo, 3 de novembro de 2013

Amamentar até quando?

Acabei de ler o artigo da Revista Pais & Filhos "Um ano e ainda mama? Sim!" acerca da amamentação tardia não ser considerada "normal", sendo muitas vezes alvo de comentários menos agradáveis. Fala também da pobre formação durante os cursos de medicina e enfermagem acerca do aleitamento materno, que se reflecte no dia-a-dia dos profissionais no tratamento das suas utentes/pacientes.

Como já aqui falei, voltei ao meu trabalho. Sou médica-de-família e posso garantir-vos que se por um lado me sentia meia enferrujada em algumas áreas da saúde por ter estado tanto tempo fora, noutras me sinto melhor preparada que nunca (nomeadamente no que toca às grávidas e às crianças). Lembro-me que na minha última consulta de grávida que tive, estava a fazer o CTG e disse à minha obstetra que com toda a certeza iria ser muito melhor médica agora. Ela sorriu e concordou plenamente, que também tinha sentido isso. É que é mesmo. Há mil e uma coisas que não são aprofundadas durante o curso. E garanto-vos que não são coisas menos importantes (muito pelo contrário). Enquanto grávida e recém-mãe tive tantas dúvidas que sendo médica não sabia responder que vocês não podem imaginar. Eu também questionava tudo e mais alguma coisa, é certo, mas foi como se tivesse feito outro curso, que agora me dá ferramentas maravilhosas para ajudar as minhas utentes. E eu só trabalhei 8 dias ainda e já notei muita diferença.

Relativamente ao aleitamento materno, não posso dizer que é um "mundo à parte" porque talvez fosse forte demais, mas tem mesmo muito que se lhe diga. Como mulher (antes de ser médica e mãe), sempre quis ser mãe com o pacote completo: ficar grávida, gozar muito a barriga, amamentar, dar muito amor, muitos beijos, muito "tudo" aos meus filhos. Talvez por ter a mãe que tenho, o exemplo que tive. Amamentou a mim e à minha irmã até tarde. Como médica, não posso dizer que não absorvi lindamente os ensinamentos (ainda que teóricos) que tive dos benefícios da amamentação e assuntos relacionados com este tema (mas será que assim foi por a predisposição para isso ser tão forte?). Sei que estudei este tema sempre com grande entusiasmo e sem grande preocupação em decorar isto ou aquilo porque me parecia lógico demais e o melhor. Como mãe, acho que já deu para entender como encaro esta situação. O meu filho, que fez ontem 6 meses, ainda não meteu nada à boca que não seja medicação e o meu leite. NADA mais além disso. Temos consulta no pediatra esta semana e só aí falaremos em introduzir outros alimentos, porque aleitamento exclusivo após os 6 meses já não faz sentido. No entanto, e para se ter noção do "mundo" que é amamentar, as dúvidas ainda vão surgindo. Tive muita sorte de conhecer uma enfermeira super-querida conselheira em amamentação que me deu o curso de massagem infantil e, de vez em quando, lá lhe ligo, e ela tira-me todas as dúvidas e mais algumas. No meu emprego, também não me posso queixar: estão a colaborar em tudo para eu poder continuar a amamentar.

Claro que implica dedicação e esforço, mas compensa tanto!... Claro que antigamente não me levantava às 6:15 para trabalhar; mas hoje levanto-me a essa hora para dar tempo ainda de o amamentar e congelar um biberão de leite. Faço um intervalo a meio da manhã para tirar mais um biberão de leite; para isso, não me posso esquecer de nada: bomba, sacos de congelação/biberões, sacos térmicos. Saio a correr do emprego para vir a tempo de o amamentar. E de tarde é muito semelhante: amamento-o às 13:15, saio para trabalhar (entro às 14), faço intervalo a meio da tarde e venho para lhe dar o "jantar". Aguento acordada (nem sempre, vá...) até à meia noite para lhe dar outra vez antes de me deitar. Claro que era muito mais simples ele mamar outro biberão, passando "a função" ao pai, à avó ou à L. Eu não precisava de correr tanto e podia dormir mais, mas não quero porque sei o que o meu filho e eu ganhamos com isto. 

Isto para dizer que se até ele nascer e passar por esta experiência eu já incentivava o aleitamento materno, agora então é que incentivo, e ainda dou dicas e esclareço dúvidas que nunca me teriam passado pela cabeça. E isso faz-me sentir muito bem porque sei que, no que depender de mim, os bebés que vou seguir até serem adultos serão amamentados até ser possível!

Imagem tirada do site da American Academy of Pediatrics